ESTOU NA COLETÂNEA CYBERPUNK DA DRACO

Sem título

Minha noveleta Caos Tranquilo foi selecionada para a coletânea Cyberpunk da Draco!!!

O cenário é uma Salvador dos anos 80, numa linha temporal alternativa. Depois da Segunda Guerra Mundial, uma tentativa de levante comunista fracassa no Brasil. Os EUA aproveitam a oportunidade para salvar o país, com o Apoio Decisivo. Então se estabelece um estado policial disfarçado de democracia, onde o atraso e o hi-tech vivem em guerra.

Acompanhamos duas histórias em paralelo. Zima é uma ex-militar que roubou dados de um escândalo industrial da megacorporação Omega. Ela conta com um hacker para divulgar as informações. Edmo é um jornalista que trabalha para uma revista semanal popular e medíocre. Mas secretamente ele é Deom, autor de livros incendiários, publicados nas brechas da Rede. É preciso saber em quem confiar. Zima e Edmo correm risco de vida.

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A DIFERENÇA ENTRE ANTOLOGIA E COLETÂNEA

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Ana Lúcia Merege, a autora de fantasia de maior destaque no país, e Flávio Moreira da Costa, escritor e organizador de diversas antologias de sucesso, me esclareceram a diferença entre antologia e coletânea. Segundo Flávio, até as editoras fazem confusão.

O dicionário Michaelis on line tem como uma das definições de antologia:

3 Coletânea de textos literários, em prosa ou verso, selecionados das obras de autores célebres, dispostos segundo critérios diversos: tema, época, autoria etc.; seleção, seleta.

No mesmo Michaelis, temos as definições para coletânea:

1 Excertos seletos e reunidos de diversas obras.
2 Coleção de diferentes obras ou coisas.

Flávio diz que, no caso de livros de contos para submissão de textos inéditos e/ou já publicados, o melhor é chamar de coletânea, sendo que tais livros podem ser temáticos.

Ana Lúcia reforça dizendo que antologia é amostra de algo:

“Assim, normalmente antologias reúnem contos já publicados, pinçados de outras publicações. Coletânea é uma coleção de contos, reunidos por tema, autor… ou não. Inéditos ou não. Toda antologia é também uma coletânea, mas nem toda coletânea é uma antologia.”

Para Flávio, dicionários nem sempre são confiáveis. A experiência no mercado editorial também conta.

Leia um comentário que ele escreveu a respeito de alguns lançamentos:

ATENÇÃO! DEFESA DO CONSUMIDOR LITERÁRIO:
ANTOLOGIA NÃO É COLETÂNEA., COLETÂNEA NÃO É ANTOLOGIA (INDEPENDENTE DO QUE POSSA DIZER ALGUM DICIONÁRIO POUCO INTELIGENTE.)
1.
A “ANTOLOGIA” DE POEMAS (DITA NO PRÓPRIO SUBTÍTULO) DE ADRIANA CALCANHOTO, NÃO PASSA DE UMA COLETÂNEA. SOBRE A QUALIDADE DO LIVRO, NÃO SEI (AMADOR NETO DESANCOU A BOA INTENÇÃO DA CANTORA). E me espanta COMO A EDITORA NÃO PERCEBEU O ERRO DE CHAMAR O LIVRO DE “ANTOLOGIA”
2
ANUNCIADO UM LIVRO DE CONTOS COMO “ANTOLOGIA” (QUANDO TAMBÉM É UMA COLETÂNEA) COM BASE NOS SAMBAS DE NOEL ROSA, UMA IDÉIA BOA.
QUE O LEITOR COMUM MISTURE COLETÂNEA (SEM OBRIGAÇÃO DE CERTA PERENIDADE, E COM AUTORES LONGE DE SEREM “ANTOLÓGICOS”, porque ainda recentes!!)) COM ANTOLOGIA (QUE A CRÍTICA DO TEMPO FEZ P/ REGISTRO HISTÓRICO, NA REALIDADE), DÁ PARA ENTENDER. MAS EDITORES E ESCRITORES DEVERIAM SABER UM POUCO MAIS SOBRE O ASSUNTO.
(Atenção 2: esta nota não é em causa própria. Juro.)

Para o escritor e tradutor Fábio Fernandes, a confusão entre os termos antologia e coletânea, no Brasil, possivelmente tem a ver com a prática do mercado editorial americano. Lá tudo é antologia, de autores novatos, veteranos, contemporâneos ou clássicos, conforme definição do dicionário Merriam-Webster on line:

anthology

1:  a collection of selected literary pieces or passages or works of art or music […]

Mas, assim como Flávio, Fábio alerta para as limitações de dicionários em relação à realidade. É provável que, “[…] A cultura anglófona editorial tornou o termo mais abrangente”. No final das contas, Fábio considera que a diferença dos termos não importa muito. “Eu continuo achando que eles estão mais certos lá. Mas enfim, são dois mercados que não se misturam, então não faz diferença ao fim e ao cabo.”

No caso do mercado editorial brasileiro, se você pensa em organizar um livro de contos de FC, terror e/ou fantasia, melhor chamá-lo de coletânea. Deixe as antologias para os autores já estabelecidos.

ANIVERSÁRIO DA ESTRANHA BAHIA

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Neste mês de março, nossa antologia Estranha BAHIA faz aniversário de 1 ano de publicação. Para comemorar a data, vamos lançar uma promoção muito especial.

Para participar a pessoa terá que fazer uma resenha da antologia e postar na Amazon, Skoob ou Goodreads. Fernando, O Taverneiro, do site A Taverna (https://goo.gl/1m5BYF), foi convidado para ser o avaliador das resenhas.

O autor da melhor resenha ganhará 1 exemplar físico Estranha Bahia + marcadores + um livro físico da Amazon de até R$ 30,00 (valor considera livro + frete).

As resenhas poderão ser postadas até o dia 31 de março. Resenhas postadas anteriormente já estão concorrendo. O resultado será divulgado no dia 10 de abril.

Amazon: https://goo.gl/6VAHJN

Skoob: https://goo.gl/3Z9Za1

Goodreads: https://goo.gl/o8LFZN

OBS.: A entrega dos prêmios considera envio para o território nacional. Autores e equipe da Estranha Bahia estão vetados de concorrer.

PROBLEMÃO MADE IN CHINA

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Depois de muitos anos, revi Os Aventureiros do Bairro Proibido, do mestre John Carpenter. Um filme obrigatório na Sessão da Tarde. Muitas vezes, não é uma boa ideia revisitar coisas amadas do passado, na infância e na adolescência. A decepção pode ser difícil de suportar. Mas também é tão legal quando o sonho não acaba. Revi Os Aventureiros… na Netflix com a dublagem clássica, que para mim já faz parte do filme.

Continua divertido. As falhas agora ficaram mais evidentes, principalmente, o roteiro basicão (com uma ligação rasa e apressada dos eventos), além do machismo que coloca donzelas em perigo. O barato são os diálogos bregas e a mise-en-scène pop sem pé nem cabeça, com artes marciais, monstros subterrâneos e alta magia.

O filme é uma mistura de estereótipos e homenagens à cultura chinesa. Com um elemento ousado para os anos 80 de Reagan: o herói de ação é o sidekick chinês, enquanto que o protagonista branco é o alívio cômico. Os efeitos especiais, a maquiagem e a trilha sonora marcaram toda uma geração de fãs.

ESTRANHA BAHIA, UM DOS MELHORES LIVROS DE 2016

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Estou chocado! A antologia Estranha Bahia, na qual participo como organizador e autor, foi selecionada por César Silva, uma das maiores autoridades em ficção especulativa no país, como um dos LIVROS ESSENCIAIS DE 2016, AUTORES BRASILEIROS. O blog de César tem de ser acompanhado por todos que se interessam pela fatia do nosso mercado editorial voltada para FC, fantasia e terror. Ele é um analista atento e sincero. Por isso, suas avaliações têm tanto peso. Muito orgulhoso de fazer parte de uma equipe tão talentosa (Alec Silva, Rochett Tavares, Nanuka Andrade, Isabelle Neves, Evelyn Postali, Tarcísio Silva, Alexandre Alex Mendes, Cristiane Schwinden), que transformou uma ideia vaga em algo muito concreto e especial. A edição em papel está esgotada, mas a versão em e-book está disponível na Amazon. Para adquiri-la é só clicar na capa. Leia e diga pra gente o que achou.

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ESCREVA CONTOS

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Escrever contos só traz vantagens. Você aprende a apurar o texto. Conquista os primeiros leitores. Tem as primeiras críticas sobre seu trabalho. As primeiras chances de visibilidade. Mas escrever contos nunca vai te ensinar a escrever romances. Acertar o ritmo de um romance é algo complicado. Por isso, escreva seus romances, mesmo que nunca saiam da gaveta. Um dia algo bom pode surgir. E continue escrevendo contos. Todo autor deve ter a ambição de escrever, pelo menos, um conto memorável na vida.

JOHN HURT MORREU

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Era impossível ficar indiferente quando John Hurt estava em cena. Mesmo o filme sendo medíocre, sua presença elevava a qualidade da produção. Ator prolífico, com um corpo esguio, rosto delicado e sua voz marcante, ele sabia como poucos mostrar fragilidade e ameaça. Pra mim, sua grande atuação foi o John Merrick, de O Homem de Elefante. A mais icônica, claro, o Kane, de Alien. A última que mais me impressionou foi no papel de Control, em O Espião Que Sabia Demais. Ele morreu, mas ainda vamos vê-lo em alguns filmes que estão sendo finalizados. E ele estava filmando uma produção de Joe Wright, em que Gary Oldman faz Churchill. Hurt não tinha preconceitos na hora de aceitar um papel, fosse um personagem de Shakespeare no palco ou a dublagem de uma animação de fantasia. Além de ser respeitado como ator, ele era uma pessoa muito querida, conhecido por seu humor e humildade. Abaixo estão suas atuações de que mais gosto:

Max, em O Expresso da Meia-Noite (1978)

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Kane, em Alien (1979)

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John Merrick, em O Homem Elefante (1980)

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Braddock, em The Hit (1984)

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Wiston Smith, em 1984 (1984)

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S. R. Hadden, em Contato (1997)

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O narrador em Dogville (2003)

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Control, em O Espião Que Sabia Demais (2011)

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O Doutor da Guerra, em Doctor Who (2013)

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