REVENDO A NOVA TRILOGIA

1-prequels

George Lucas sempre será reconhecido como um dos grandes nomes do cinema. Mas ele deve ser festejado pelos motivos certos. Lucas é um brilhante homem de negócios, um produtor muito bem sucedido. Mas como diretor e roteirista, ele é um desastre. E a prova definitiva é essa trilogia de prequels, uma tristeza para os velhos fãs e uma péssima introdução a esse universo para as atuais gerações.

Tudo que havia de qualidade da trilogia clássica foi esquecido: a sujeira e o aspecto de coisa velha de objetos e lugares, os efeitos práticos, a espontaneidade, o carisma e a emoção. A confiança de Lucas nos efeitos em CGI, na tela verde, foi tão absurdo que, no episódio II, O Ataque dos Clones, todos os stormtroopers foram gerados por computador. Não havia um único ator vestido de soldado do futuro império. A cenografia era outra lástima. Excessiva e artificial.

Desta vez, com muito mais grana e recursos tecnológicos, Lucas resolveu fazer o que não pôde nos anos 70 e 80. Ele deu uma de cientista louco, megalomaníaco, querendo conquistar o mundo, ou melhor, a galáxia.

O fato é que Lucas perdeu a oportunidade de fazer uma nova trilogia que fizesse justiça à anterior. Na trilogia clássica, ele reuniu grandes profissionais em diversas áreas para concretizar sua visão inovadora. Não por acaso, o melhor filme da franquia, O Império Contra-Ataca, foi dirigido e escrito por outras pessoas. Mas, nos prequels, ao invés de repetir essa estratégia, ele decidiu que brincaria sozinho. E o resultado foi uma brincadeira muito sem graça.

Lucas conseguiu arruinar a reputação de personagens icônicos como Obi Wan, Yoda e, principalmente, Darth Vader.

Mostraram os jedi como arrogantes, insensíveis, chatos e burros. O jedi e o sith dignos de nota nos três filmes foram Qui-Gon Jinn (Liam Neeson) e Darth Maul (Ray Park).

Agora mostrar Anakin Skywalker/Darth Vader como um pirralho irritante, um aborrecente reclamão e um homem nada esperto, manipulável, desconstruiu toda a imagem do vilão impiedoso.

Mesmo com o avanço dos efeitos especiais e as coreografias elaboradas, poucas lutas de sabre de luz empolgam nesses prequels. É broxante acompanhar tantos passes de dança e acrobacias. Não há um real senso de perigo.

Os roteiros da trilogia clássica não eram um primor de coesão e muitos diálogos eram até risíveis, mas transmitiam ao espectador o espírito da diversão e da aventura. Os roteiros da nova trilogia são ainda menos criativos, os diálogos são ainda piores, transmitindo tédio e vergonha alheia. Além do fan service descarado, sem nenhum propósito narrativo, e as coincidências e explicações forçadas para conectar os eventos e personagens das duas trilogias.

George Lucas é o pai de Star Wars. Mas os fãs estão muito aliviados pelo futuro da franquia não estar mais em suas mãos.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s